
DESCUBRA A RENDA MÍNIMA PARA FINANCIAR UM IMÓVEL
Quando se pensa em comprar um imóvel financiado, uma das primeiras dúvidas que surge é: será que minha renda é suficiente?
De fato, a renda do comprador é um fator essencial para a aquisição de financiamento junto às instituições financeiras e, por isso, é necessário compreender um pouco como funcionam as exigências dos bancos em relação a esse aspecto, embora ele não seja o único a ser considerado.
Uma pesquisa feita pelo Serasa Experian apontou que 40% dos brasileiros não sabem qual a renda mínima para financiar um imóvel.
Embora esse seja um dos primeiros passos antes de realizar o sonho da casa própria, é importante ter em mente que a renda mínima adequada vai depender de outros fatores, como o valor do imóvel, o prazo de pagamento e a entrada que será oferecida pelo comprador.
Neste momento, apesar da economia do país estar fortemente impactada pela pandemia de Covid-19, comprar um imóvel financiado é uma possibilidade atrativa em função dos juros ainda muito baixos. Isso faz com que as prestações fiquem menores assim como o valor total do financiamento. Também ocorreu, no último ano, o aumento da oferta de crédito imobiliário.
A pergunta que a pessoa que pretende aproveitar essa oportunidade para realizar o sonho da casa própria deve fazer é: qual o valor do imóvel que posso comprar com minha renda atual?
Isso porque, a renda necessária para a obtenção do financiamento depende do valor do imóvel.
“Não podemos falar de forma geral sobre a renda mínima para comprar um imóvel, pois tudo depende do valor dele e também de outros fatores. É preciso lembrar que cada banco tem suas condições, taxas e prazos de pagamento”, pontua.Para entender se você está pronto para comprar um imóvel é preciso saber como funciona o financiamento, as condições necessárias, a documentação e como é possível prever o valor do imóvel que cabe em sua renda.
Como funciona o financiamento de imóveis?
Não há dúvidas de que uma das melhores opções para a compra da casa própria é o financiamento imobiliário, que nada mais é do que um empréstimo bancário, pois a instituição paga o proprietário do imóvel e o comprador passa a pagar ao banco mensalmente esse valor, de acordo com as condições pré-fixadas no contrato de financiamento.
Os financiamentos costumam durar até 30 anos e as parcelas são pagas com juros, que é a forma como as instituições financeiras lucram durante a negociação. Hoje, a taxa básica de juros no Brasil está muito baixa, em consequência do cenário econômico que se desenhou com a pandemia de Covid-19.
Essa é uma oportunidade de pagar menos juros no financiamento de imóveis e, dessa forma, arcar com um valor mais baixo pelo imóvel ou até pagar em menor prazo.
Cada banco, seja público ou privado, oferece condições específicas para o financiamento de imóveis. Isso em relação às facilidades de pagamento, duração do contrato, taxa de juros e limite permitido do valor do imóvel a ser financiado.
Hoje, a oferta de crédito imobiliário, que sempre esteve muito concentrada na Caixa Econômica, se expandiu e alguns bancos privados estão com opções vantajosas. Por isso, é importante que o comprador faça uma pesquisa em mais de uma instituição bancária, para comparar e encontrar aquela que atende melhor à sua necessidade.
A relação entre renda e valor do imóvel
O primeiro ponto que o comprador deve saber é que o financiamento é aprovado por qualquer instituição financeira seguindo a “regra dos 30%”, ou seja, o valor da parcela a ser paga mensalmente não pode ultrapassar o valor máximo de 30% da renda familiar. Dessa forma, a renda mínima para financiar um imóvel e o valor dele estão relacionados.
Porém, não só a renda do comprador é avaliada na hora do financiamento. Caso outras pessoas da família também trabalhem, como cônjuge ou filhos, é possível compor a renda contabilizando os salários de todos os moradores da casa.
Colocar mais de uma pessoa no financiamento pode aumentar o valor liberado pelo banco, permitindo o financiamento de um imóvel mais caro. É importante que o comprador saiba que precisa se organizar e ter uma ideia clara de quanto pode pagar nas prestações, para conseguir honrar este compromisso.
Outro ponto a ser considerado é o valor de entrada. Quanto maior ele for, menor será o valor financiado e, por consequência, menores serão as parcelas e até mesmo o período de pagamento e as taxas de juros.



